Querência e precisão
Visitando blogs de amigos de amigos, achei um texto que me chamou a atenção. A moça falava do desejo de encontrar um cara que não seguisse a linha de príncipe encantado. Pra isso ela usou exemplos de histórias encantadas e também alguns nomes de personagens considerados heróis e outros loucos. Inclusive um desses nomes é o mesmo de uma tia minha, que cá entre nós, nem do nome dela ela gosta, mas antigamente era comum usar uma única letra nas iniciais dos nomes de todos os filhos. Coitada, falta de sorte ter nascido por último e ter ficado com o nome que sobrou. Só pra deixar bem claro, o nome dela é da léva dos heróis, não dos loucos.
Voltando ao texto da moça.
Ela não quer um príncipe encantado. Eu também não. E nem preciso. Primeiro porque se alguém precisa de outra pessoa pra ser feliz... Boa sorte!
A espada também foi citada, coisa que dispenso também, abridor de latas já faz um estrago danado na minha mão.
Outra coisa que ela acha desnecessário é o tal “beijo de amor” que desperta a Bela Adormecida de um sono profundo. Olha, eu me identifico com isso, pois além de adorar dormir, ser acordada com um beijo não é nada ruim!
Não se considera uma donzela indefesa? Eu também não! Mas se sentir protegida eu gosto!
Não sei por que uma das histórias que mais me marcou minha infância foi a da Rapunzel. Embora na vida real o papel da pessoa na janela seja um pouco diferente da contada nos livros.
Mancebo. Palavra nova pra mim. Significa rapaz novo. Eu acredito que cada um tenha um conceito de novo. Incluí a palavra no meu texto também porque achei que seria interessante compartilhar essa descoberta com mais pessoas.
Ela se compara a uma heroína lá, fiquei analisando em qual perfil de heroína eu me encaixaria. Oi? Estou analisando ainda.
Em relação ao tal príncipe lutar contra monstros terríveis, então, tenho uma blusa de frio que quando a uso, imito monstro, astronauta também, depende da situação, eu fico grande e larga com ela, tem gente que ri disso. Meu príncipe tem que ter bom humor, senão sem chances.
Uma vez (se incluísse um “era” antes de iniciar essa frase, batata, história encantada na certa) um amigo me disse algo que achei bastante interessante: “Príncipe encantado nem rola, eles sempre saem do meio mato todo cheiroso, limpo, com o cabelo sem um fio fora do lugar, usando uma calça legging, isso quando não chegam no final da história e a princesa já está até morta”. Essa constatação me fez pensar muito...
Ah, tem o lance do cavalo também. Nem andar a cavalo eu sei. Por ai já se tem uma base né? E corcel não é carro?
Esses dias conversando com uma amiga, ela me contou toda feliz que tinha achado o cara metade da vida dela. Que era um moço bão, trabalhador, honesto, tinha um comércio numa cidade vizinha, que participava de campeonato de Motocross, jogava vôlei de praia no Guarujá e tinha 4 cavalos. E ela fazendo uma tremenda questão desses 4 cavalos, não sei dizer ao certo se pelo animal, pela quantidade, ou pela junção n º + espécie.
E se ela está jogando todas as suas expectativas nesses tais 4 cavalos, essa relação está fadada ao fracasso, pois o ano de 2008 nem é o ano do cavalo, e sim do rato, e não é o número 4 o regente desse ano, e sim o 1.
Por isso não me apego a esses detalhes, meu príncipe tem que ser apenas encantador. E a princesa aqui está mais pra calça jeans, blusinha, rasteirinha e batom cor de boca.
Escrito por Gra às 14h06
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