O Beijo
Assistindo ao programa Todo Seu do Ronnie Von , coisa que acontece com bastante freqüência, pois me considero telespectadora fiel, mais que isso, sou uma das “bonitinhas” dele, e eu adoooro quando fala: “Minha bonitinha, vamos dar uma pausa rapidinha, mas você não vai me abandonar não é? Sei que você não faria isso comigo, pois você sabe que eu te amo”. Como mudar de canal diante disso? Como?
E semana passada, uma das entrevistas foi com um cara que entende muito de arte (não lembro o nome do gajo, não me apego a todos os detalhes), e o tema discutido foi o beijo.
Foram mostradas várias obras, cada uma representava um tipo de beijo, teve a do beijo roubado (gostei desse tema), beijo de traição, entre outras, mas uma me chamou mais a atenção, O Beijo de Gustav Klimt .
O Beijo é de 1907 e trata-se de uma obra baseada na história de amor entre Klimt e sua amante Emilie .
A obra mostra a mulher fatal de uma forma submissa, transmitindo toda uma sexualidade latente. Ela está completamente envolvida por ele, pelos braços, pelo corpo, pelo manto que ele veste, e estão tão unidos que os mantos se misturam, se unificam, conseguimos separá-los apenas por causa das estampas, o dele tem as figuras quadradas e o dela as redondas.
Emilie exala uma sensualidade sutil, característica demonstrada através do ombro esquerdo à mostra (já “escutei” algo parecido). Os olhos fechados significam um total estado de êxtase pelo abraço, pelo beijo, pelo encontro com o amado.
O casal se encontra a beira de um abismo, e é essa sensação mesmo que temos quando estamos na fase do encantamento, da “paixonite” aguda.
Diante da descrição feita acima, só tenho duas constatações a fazer. Primeiro é que Gustav Klimt devia ter “uns pégas dos bons” e segundo, se Lulu Santos fosse vivo nessa época, sem sombra de dúvidas, a música de fundo desse encontro seria Um certo alguém .

Escrito por Gra às 21h12
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