Menina dos olhos

 

- “Gra! Você tá diferente....esquisita....ah, são os óculos....cadê eles?”

- “Tô de lente. Vou ao oftalmologista mais tarde. Tô fazendo um teste, pra ver se as lentes ainda me incomodam. Mas eu fico esquisita sem óculos?”

- “Fica.”

 

17:00h: hora da esquisita  sair do trabalho. (Assim, hoje né? Porque o normal é sair depois das 20:30h. Bom, nem é o normal, alguém se dispõe a falar isso lá pra eles?).

Ainda tenho que passar em casa pra deixar o carro. Uai é! Como voltarei dirigindo com as meninas dos olhos dilatadas? Sorte minha que moro perto da clinica do médico. E quem mora longe? Vai de carona? Será que já foi realizada alguma pesquisa com taxistas, tipo assim, aumento de corridas em dias de visitas ao oftalmo....e será que tem dia mais propicio? Qual será o dia da semana em que o especialista dessa área é mais requisitado?

 

17:32h: pé direito no primeiro lance de escadas do consultório. Progressos!! Ultimamente 2 minutos são considerados super pontualidade para a minha pessoa. Estou sempre me atrasando pra tudo. Não adianta acordar mais cedo, começar a me arrumar mais cedo, sair de casa um pouco antes do horário de costume. Sempre chego atrasada, e sempre mais de 2 minutos.

 

Depois de 15 minutos de espera, ver o show da adolescente “paty” reagindo ao ardor do colírio que a secretária despeja nos nossos olhos, e responder as perguntas do senhor ao lado (“Tempo estranho não? Parece que vai chover. A senhorita prefere frio ou calor?) ...me adentrei a sala do médico.

 

Tudo bem! E você? Sim, estou de lente. Realmente ela tem incomodado um pouco.

Sente-se aqui. Olhe pra baixo. Pra cima. Pra luz. Pra direita. Não, não vire a cabeça. Pra esquerda. Agora incline a cabeça pra trás. Trouxe a caixinha da lente? Pode ir tirá-la. Bolsa de mulher é algo interessante mesmo, tão grande, cheia e nunca acha nada que precisa.

Achei a caixinha da lente.

 

Na sala de espera novamente.

Outro escândalo da menina. Meus olhos nem ardem dessa maneira. Preguiça de gente que gosta de aparecer.

Porque tem revista em sala de espera de oftalmologista? O tempo que esperamos pra entrar no consultório é o suficiente pra acharmos alguma coisa interessante pra ler. Começamos a leitura. Anunciam nosso nome. Entramos na sala. Saímos da sala. Procuramos a revista (incrível como sempre tem alguém que não pega revista nenhuma, ai a gente pega, quando a colocamos na mesinha, eles correm e a pegam), quando achamos a página, a secretária vem com o colírio....depois disso nada mais poderá ser lido.

 

Nome anunciado novamente. Uai, nem tinha reparado que existe um aclive pra entrar na sala do médico.

Sente-se aqui. Qual lente tá melhor? Essa? Ou essa? Tá lendo o que tá escrito lá na frente?

Espera aí? É nessa hora que o carinha da propaganda enxerga a Juliana Paes, e cadê o Fábio Assunção que eu não tô vendo???

Está tudo certo. Seu grau aumentou um pouquinho, e vou te passar um colírio pra irritação devido ao uso da lente. Tchau. Mande um abraço pra sua mãe.

Tchau doutor. Mandarei sim.

Ui, o declive.

 

Aneim, queria tanto acabar de ler aquela reportagem.

Eles bem que podiam oferecer o serviço de Xerox. O paciente teria direito a 2 cópias por consulta, assim a matéria que tanto nos interessa poderia ser lida em casa, após as 3 horas necessárias para a menina dos olhos voltar ao tamanho normal.

 

 

 

 



Escrito por Gra às 00h25
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Para descansar

 

Precisava ler um bom livro.

Para relaxar.

Trabalhando muito e dormindo pouco.

O cansaço era tamanho que dormir não estava resolvendo. Melhor, não estava dormindo direito. Sensação de cabeça pesada, inchada, parecia que meu cérebro dançava rumba.

Sonhando com projetos, clientes, medidas, obras, Hulk (o cara verde), Jetsons....

Hoje precisava é de um do Luis Fernando Veríssimo.

O jeito é ler um que comprei sobre inteligência emocional, vendido a R$ 4,99 em uma revista de cosméticos, assim, na parte de não cosméticos dela.

Mas sei lá, os exemplos usados quando falam de emoções....

 

“Por exemplo, toda noite seu vizinho de apartamento faz ruídos inconvenientes com uma máquina, o que o impede de dormir. Na manhã seguinte, desesperado, você telefona para ele e lhe diz algumas palavras duras. Ele lhe pede desculpas e explica que tem um bebê cujo estado de saúde é delicado, por isso teve de passar a noite com uma máquina de diálise ligada para que o rim da criança funcionasse. Nesse momento, com certeza, sua ira acaba imediatamente.”

 

Meio chocante para um livro de auto-ajuda não?

 

 

 

Ps: Passar na livraria amanhã sem falta!!!



Escrito por Gra às 18h47
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